Donald Trump declarou na rede social Truth Social, em uma segunda-feira a menos de um mês das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que o Estreito de Ormuz não é mais o responsável pelo encarecimento da gasolina. O mandatário atribuiu a alta dos combustíveis aos ataques e à destruição de refinarias russas promovidos pela Ucrânia, além do fechamento de unidades de refino em estados administrados pelo Partido Democrata.
“O que está fazendo a gasolina subir não é mais o Estreito de Ormuz, porque números recordes de barris estão saindo agora quase que diariamente” No original, em inglês: “What’s driving up Gasoline is no longer the Strait of Hormuz, because Record Numbers of Barrels are coming out now on an almost daily basis” Donald Trump2
Ao tratar das medidas estaduais, Trump citou especificamente a Califórnia, acusando a gestão local de encarecer os combustíveis ao priorizar fontes de energia renováveis em vez de combustíveis fósseis. A declaração a respeito de Ormuz coincide com dados de setembro, mês em que o fluxo de petróleo pelo estreito voltou aos patamares observados antes do conflito, alcançando 23,3 milhões de barris diários nas exportações do Golfo Pérsico na última semana, segundo estimativas da Reuters e do Goldman Sachs.
O peso dos preços da energia gerou um custo adicional expressivo à população: consumidores norte-americanos gastaram US$ 107 bilhões a mais em combustíveis desde o início do conflito com o Irã, de acordo com análise do Climate Solutions Lab da Universidade Brown. No mercado internacional, a cotação do barril de petróleo Brent ultrapassou US$ 100 na quinta-feira, 1º de outubro, recuando abaixo dessa marca na sexta-feira, 2 de outubro, após tratativas sobre a liberação de reservas da União Europeia e da Agência Internacional de Energia.