A administração Donald Trump destinou US$ 20 milhões do orçamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) para a veiculação de anúncios classificados formalmente como comunicados de utilidade pública. Até o momento da divulgação, o governo havia gasto apenas uma fração desse montante alocado.1

Críticos apontam que as peças publicitárias possuem teor de campanha e violam a Lei Hatch, norma federal que restringe atividades políticas partidárias por parte de funcionários públicos e o uso de verbas dos contribuintes. Em um dos vídeos exibidos, que utilizou uma música sem autorização do artista, Trump pede que as pessoas o amem, enquanto outro material divulgado alerta para uma "batalha final".1

A iniciativa provocou reações negativas entre parlamentares do Partido Republicano. O líder da maioria no Senado, John Thune, declarou que não se opunha ao conteúdo da mensagem veiculada, mas ponderou sobre a origem do financiamento.12

“não deveria ser pago com o dinheiro dos contribuintes.” No original, em inglês: “it shouldn’t be paid for with taxpayer dollars.” John Thune1

Outros senadores republicanos também manifestaram insatisfação. Thom Tillis rejeitou diretamente as peças e comparou a postura governamental à de Viktor Orbán, enquanto Mike Rounds reprovou a medida publicamente.134

“Não é algo que eu teria feito” No original, em inglês: “It’s not something I would have done” Mike Rounds1

A polêmica surge em meio à preparação de viagens do presidente, com planos de passar 32 dos 35 dias seguintes em campanha por estados como Alabama, Oklahoma, Ohio, Texas e Alasca.1