Democratas estruturam estratégias e ações jurídicas contra risco de interferência eleitoral de Trump
Lideranças democratas no Congresso dos Estados Unidos estruturaram uma ampla operação jurídica e logística para responder a potenciais interferências da administração Donald Trump nas eleições de meio de mandato de 2026. O plano inclui a simulação de mais de 150 cenários de risco, o treinamento de observadores e a preparação prévia de petições judiciais para acionar tribunais de forma imediata. Paralelamente, parlamentares moveram uma ação preventiva para impedir o destacamento de forças federais aos locais de votação, enquanto a Casa Branca criticou a oposição por não apoiar reformas de identificação eleitoral.
O que se sabe
- O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, convocou reuniões a portas fechadas com senadores, especialistas jurídicos e ex-funcionários para simular cenários de intervenção do governo Trump nas eleições.12
- Entre os cenários analisados pelos democratas estão o deslocamento de agentes do Departamento de Segurança Nacional e da Guarda Nacional a seções eleitorais, apreensão federal de cédulas e uso de desinformação com inteligência artificial.12
- O deputado Joe Morelle identificou mais de 150 possíveis ameaças para o dia da votação e o período de contagem e certificação dos votos.12
- Líderes democratas do Congresso apresentaram previamente uma ação judicial para impedir o envio de agentes do ICE e outras forças de segurança federais aos locais de votação e de apuração de votos.12
- Quando questionado se enviaria agentes do ICE ou membros da Guarda Nacional às seções de votação, Donald Trump afirmou que faria tudo o que fosse necessário para garantir eleições honestas.12
- A porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, defendeu a aprovação da Lei SAVE America com exigência de identificação para votar e questionou a postura do Partido Democrata.12
- Em fevereiro, a então secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou não ter ouvido que Trump estivesse considerando enviar agentes do ICE a locais de votação.12
- Schumer criou uma força-tarefa eleitoral no Senado em abril, e o senador Alex Padilla lançou um programa bipartidário de observadores do Congresso para documentar irregularidades nas seções eleitorais.12
- O escritório Elias Law Group informou que atua em 85 processos relativos a votações e eleições distribuídos por 41 estados norte-americanos.12
- A organização ACLU destinou US$ 25 milhões e treinou cerca de 10.000 voluntários com foco em sete estados-chave para monitorar a votação e o processo de contagem.12
- O governo federal moveu ações contra 30 estados e Washington solicitando dados eleitorais, das quais 26 foram rejeitadas na Justiça, de acordo com o Brennan Center for Justice.12
“Estas sesiones no solo nos ayudaron a determinar cómo podemos frustrar algunas de las amenazas atroces de Trump. Han sido fundamentales para ayudarnos a imaginar los muchos giros inesperados que Trump y sus compinches podrían lanzarnos y dónde podrían existir vacíos en nuestra preparación. Me siento más confiado —y el pueblo estadounidense también debería sentirse así— de que estamos mejor prepara”Chuck Schumer1
Cronologia
- Chuck Schumer cria força-tarefa de proteção eleitoral no Senado dos Estados Unidos
- Democratas do Senado realizam simulação sobre eventuais medidas da FCC contra concessões de transmissão
- Apresentador Jimmy Kimmel declara pressão da administração Trump sobre a ABC para vetar entrevista de candidato ao Senado
- Divulgação detalhada das estratégias preventivas e mobilização jurídica do Partido Democrata para as eleições
Quem está envolvido
CS
Chuck Schumerlíder da minoria do Senado
CD
Câmara dos Representantes dos Estados Unidosórgão legislativo
DT
Donald Trumppresidente dos Estados Unidos
JM
Joe Morellerepresentante democrata na Câmara
SD
Senado dos Estados Unidosórgão legislativo